5.12.08

Pedacinhos de mim.


Nesta sexta feira onde o dia permanece ora nublado ora ensolarado tenho a te dizer:
Uma palavra:Senti[dores]
Um fragmento: 'O frio geometriza as coisas...Se tivéssemos viajado puramente através da intensidade da luz e do rigor da paisagem, estaríamos agora penetrando em seu detalhe. Desembarcamos na estação das coisas essenciais.' (Satolep de Vitor Ramil)
Uma música: O anjo mais velho – O Teatro Mágico.
Levo para este final de semana aguardando a sua chegada:
No coração: a saudade e a paixão.
Nas mãos: os sonhos e utopias.
Nos pés: a vontade de andar do seu lado.
No braços: o seu abraço.
No corpo: o seu corpo.
Na boca: o seu gosto.
Nos olhos: imagens de cataventos e borboletas.
No rosto: a brisa do mar.

Para te dar: Estrelas de todas as cores te esperam junto com meu corpo e meu coração.

Elisandro Rodrigues

2 comentários:

Preta disse...

'Amor, amor que nasceu de um beijo!'
Beijo na Estrela, dona da inspiração.

;)

Ana disse...

´tão sensível e tão forte.

Entra[saí]da - Manoel de Barros

Distâncias somavam a gente para menos. Nossa morada estava tão perto do abandono que dava até para a gente pegar nele. Eu conversava bobagens profundas com sapos, com as águas e com as árvores. Meu avô abastecia a solidão. A natureza avançava nas minhas palavras tipo assim:

O dia está frondoso em borboletas. No amanhecer o sol põe glórias no meu olho. O cinzento da tarde me empobrece. E o rio encosta as margens na minha voz.

Essa fusão com a natureza tirava de mim a liberdade de pensar. Eu queria que as garças me sonhassem. Eu queria que as palavras me gorjeassem. Então comecei a fazer desenhos verbais de imagens. Me dei bem.

[...]

1)É nos loucos que grassam luarais; 2)Eu queria crescer pra passarinho; 3) Sapo é um pedaço de chão que pula; 4) Poesia é a infância da língua. Sei que os meus desenhos verbais nada significam. Nada. Mas se o nada desaparecer a poesia acaba. Eu sei. Sobre o nada eu tenho profundidades.

Siente como Sopla el Viento